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Valmir apela para perseguição jurídica contra imprensa e lideranças após desgaste de fala considerada machista

Vereadora Sônia Meire está entre os nomes que entraram em seu alvo, e agora o acusa de violência política de gênero.

A crise provocada pela declaração do ex-prefeito de Itabaiana e pré-candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho (Republicanos), segue dando o que falar e ganhou novos capítulos nesta semana após a confirmação de uma ação judicial movida por ele e pela esposa, Thaylane Monique Cruz Santos, contra comunicadores, páginas políticas e lideranças que criticaram sua fala sobre mulheres na política, numa clara tentativa de conter o desgaste gerado pela repercussão negativa do episódio.

A polêmica começou após Valmir afirmar, durante entrevista em rádio, que “mulher minha não se envolve em política” e que “mulher em política esqueça”, ao ser questionado sobre uma possível candidatura da esposa. A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais e foi classificada como machista e misógina. E em vez de recuar ou pedir desculpas, o ex-prefeito optou por judicializar as críticas.

Entre os alvos da ação estão a vereadora de Aracaju, professora Sônia Meire (PSOL), o vereador de Porto Alegre Jonas Reis (PT), o comunicador Laelson Correia e diversos perfis políticos nas redes sociais.

Sônia afirmou ter sido alvo de tentativa de intimidação após se posicionar contra a fala de Valmir. “Não serei silenciada”, escreveu a parlamentar, ao afirmar que seguirá denunciando discursos machistas e defendendo a participação das mulheres nos espaços de poder. A vereadora também declarou que processar mulheres que denunciam machismo fortalece a violência política de gênero.

A repercussão provocou reação de lideranças da esquerda sergipana. A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) manifestou solidariedade pública à colega de partido e classificou o episódio como uma tentativa de intimidação política e judicial contra vozes críticas. Em publicação nas redes sociais, Linda afirmou que nenhuma liderança política pode transformar críticas em perseguição judicial e defendeu a liberdade de imprensa e o direito à fiscalização pública.

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