Uma carta dirigida ao governador Cláudio Castro (PL) e assinada pelo assessor de Ações Estratégicas da Casa Civil do Rio de Janeiro, Victor Travancas, expôs um novo desgaste envolvendo o sergipano André Moura, atual secretário de Governo e pré-candidato ao Senado.
No documento, Travancas formaliza seu pedido de exoneração e afirma que deixa o cargo por “profunda inconformidade” com a permanência de AM na pasta. Ele declara que, embora o STF tenha extinguido a punibilidade de Moura em um dos processos por crimes contra a administração pública, isso “não significa que não existiram os fatos ocorridos e a corrupção por ele praticada”.
Travancas afirma que não poderia continuar no governo ao lado de alguém que, segundo ele, esteve envolvido em práticas que afrontam os princípios da administração pública.
O ponto de maior impacto no documento, porém, está na acusação de que André Moura mantinha relações com o crime organizado, sustentada pela menção direta a publicações do secretário ao lado do traficante TH Joias, figura apontada por autoridades do Rio como tendo ligação com o Comando Vermelho. Travancas afirma que “um governo que pretende combater o crime organizado não pode ter entre seus membros um secretário que mantém íntimas relações, conforme postagens públicas no Instagram, com o traficante TH Joias”.
A denúncia ganhou repercussão nacional por expor, de dentro do próprio governo, um mal-estar que vinha sendo comentado nos bastidores. O governo do Rio ainda não se manifestou sobre as acusações.






