Após um forte desgaste com esquerda, em razão do relatório apresentado na CPI do Crime Organizado, que incluiu pedidos de indiciamento de ministros do STF, Alessandro Vieira (MDB) passou a receber manifestações públicas de apoio vindas de lideranças bolsonaristas que, até então, o posicionavam como adversário direto no campo das pautas conservadoras.
Segundo a revista Realce, o movimento ganhou corpo nas redes sociais e passou a reunir nomes como o delegado e pré-candidato ao Senado André David, que classificou eventual sanção contra o senador como um atentado à democracia, destacando a legitimidade constitucional da atuação parlamentar em comissões de investigação.
Também se posicionaram o ex-deputado Capitão Samuel, que defendeu a preservação das prerrogativas institucionais, e os vereadores Lúcio Flávio e Pastor Diego.
Enquanto Lúcio adotou um tom mais crítico ao STF ao comentar o episódio, Pastor Diego classificou a reação institucional como uma resposta do sistema ao conteúdo do relatório apresentado pelo senador.
O episódio teve origem na rejeição do relatório final da CPI do Crime Organizado, derrotado por 6 votos a 4, após gerar forte reação institucional ao incluir ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República entre os alvos de indiciamento. A repercussão ampliou o debate em nível nacional, acirrou tensões entre os poderes e abriu espaço para que setores da direita passassem a incorporar a defesa de Alessandro Vieira dentro do embate político com o Judiciário.






